sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pesquisa de 2011 pode ter revolucionado luta contra HIV


Um teste que comprova a eficácia de medicamentos contra a infecção pelo HIV foi eleito a melhor inovação da ciência em 2011. A escolha foi realizada pela Associação Americana pelo Progresso da Ciência, que publica a conceituada revista Science.
O exame, feito com 1.763 casais heterossexuais, demonstrou que o uso de medicamentos reduziram o risco de infecção do HIV em até 96%, índice próximo ao alcançado pela camisinha (por volta dos 99%). Tal feito foi considerado por muitos especialistas a melhor notícia na área desde o início da epidemia, há 30 anos.
Avaliação da revista: “Os resultados do HPTN 052 [nome do teste] e outros feitos recentes despertaram a esperança de que combinar estas intervenções possa por um fim à epidemia de aids em países inteiros, se não no mundo”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mapa traça cartografia social dos cultos afrorreligiosos em Belém


IDENTIFICAÇÃO
Cerca de três mil casas de culto são catalogadas na pesquisa do Iphan
Um mapa que dá visibilidade às comunidades tradicionais de terreiros na expectativa de, a partir dele, o governo criar políticas públicas específicas aos adeptos das religiões afro-brasileiras foi lançado na tarde de ontem, no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Representantes das nações Angola, Jeje Savalu, Ketu, Mina Jeje Nagô Umbanda e Pajelança estiveram reunidos, para conhecer previamente a "Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará - religiões afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade", resultado do projeto Patrimônio Imaterial, coordenado pela professora de graduação da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Camila do Valle, especialista em diversidade étnica.
Mais do que dar visibilidade, o mapa tem por finalidade fazer com que os praticantes das religiões afro-brasileira se revelem, não vivam no anonimato por conta do preconceito que associa as comunidades tradicionais de terreiros à prática do mal. O mapa identificou cerca de 3 mil terreiros, distribuídos entre as cidades de Belém e Ananindeua. Além disso, ainda fez um levantamento dos espaços sagrados - templos, casas, terreiros, tendas, searas, etc -; dos locais de compra de ervas, locais de tensão à realização de ritos religiosos e situações de conflitos.
"A importância maior do mapa é dar visibilidade para as religiões afro-brasileiras, que tiveram um avanço muito grande. Anos anteriores o que se via era o bairro da Pedreira com a maior concentração de terreiros, agora, a nova cartografia mostra que estamos em toda a Belém", explica Oneide Monteiro Rodrigues ou Mametu Nangetu (que significa mãe da raiz molhada), como é conhecida socialmente. Como uma das lideranças da nação Angola e coordenadora do Instituto Nangetu, em Belém, ela diz que o projeto tem um valor ainda maior por reconhecer as comunidades tradicionais como Patrimônio Imaterial, e servir de instrumento de combate à intolerância religiosa.

Fonte http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=567885

XV Simpósio Internacional de Terapêutica em Hepatite Viral

Data: 05 a 07 de julho de 2012
Local: Bahia Othon Palace Hotel, Salvador, BA
Inscrições: http://www.hepatologiadomilenio.com.br/
Clique aqui para mais informações

II International Theoretical Course - Viral Hepatitis and the Human Host

Data: 12 a 15 de março de 2012
Local: Centro de Convenções Rebouças - São Paulo, SP
Inscrições: www.viralhepatitis-humanhost.com
E-mail: kerygma@kerygmaeventos.com.br



Durante o evento, pretende-se discutir os pontos mais importantes sobre: 


1) Epidemiologia e Evolução dos vírus da Hepatite B (HBV), Hepatite C (HCV) e da hepatite Delta (HDV);

2) Abordagens filogenéticos para estudar os vírus das hepatites e a população humana infectada pelos mesmos;
3) Avanços no tratamento antiviral da infecção pelo vírus da Hepatite B e Hepatite C em pacientes monoinfectados e co-infectados com HIV;

4) Aplicação dos novos métodos de sequenciamento e sua aplicação para o estudo das hepatites;

5) Imunogenética e os vírus das hepatites. 


Para este curso, foram convidados palestrantes de Austrália, Brasil, Canadá, Nova Zelândia, Itália, Espanha, Estados Unidos da América, e África do Sul. Esta será uma excelente oportunidade para estabelecer contato entre os pesquisadores e estudantes que participarão do evento.

Ministério da Saúde irá avaliar qualidade dos testes rápidos de HIV

Pela primeira vez desde qforam implantados, os testes rápidos para detecção do vírus do HIV irão passar por avaliação externa de qualidade (AEQ). O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde concluiu, esta semana, capacitação de 287 profissionais dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e da rede indígena, que irão realizar o AEQ e treinar outros profissionais de saúde para fazer a avaliação de qualidade dos testes rápidos anti-HIV e da sífilis. O curso também capacitou os profissionais para a nova plataforma de teste rápido para HIV e sífilis.

“A ideia do AEQ é avaliar a execução, o transporte e o armazenamento dos testes, não a qualidade dos mesmos, que já foi atestada. ”, ressaltou o diretor-adjunto do Departamento, Eduardo Barbosa. Segundo ele, a avaliação dos profissionais será individual e completamente sigilosa, com o objetivo de o profissional fazer uma auto-avaliação de seu trabalho.

A expectativa do Departamento é que a avaliação externa de qualidade para testes rápidos para o HIV seja implantada já no primeiro semestre de 2012 e a AEQ para o teste rápido para sífilis, no segundo semestre. A partir daí, serão realizadas avaliações contínuas, três vezes por ano.

A capacitação, que foi realizada em parceria com o Laboratório de Biologia Molecular e Micobactérias da Universidade Federal de Santa Catarina e a Fundação Alfredo da Mata, foi baseada na metodologia Dried Tube Specimens (DTS). O método consiste em painéis contendo amostras secas, com reatividade pré-definida, que são enviadas ao CTA onde serão hidratadas e submetidas aos testes rápidos.

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais

Pesquisadores acreditam que em 30 anos será criada uma vacina para melhorar tratamento da aids


Nas primeiras três décadas de pandemia de aids, cerca de 30 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença. Nesse mesmo período, porém, ocorreram várias conquistas na área científica, como o aperfeiçoamento da camisinha, o tratamento com antirretrovirais, a terapia pré e pós exposição e alguns avanços para criação de um gel microbicida.

E para os próximos 30 anos, quais são as expectativas? A Agência de Notícias da Aids conversou com alguns pesquisadores.

“Já erramos bastante, caminhamos muito e temos caminhos sólidos para buscar uma vacina para o HIV. Agora precisamos de investimento em pesquisa”, defende Alexandre Grangeiro, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP.

Alexandre também acredita na descoberta de uma vacina terapêutica. “Com todo o conhecimento que temos, não podemos mais aceitar a transmissão vertical do HIV e o diagnóstico tardio”, completa.

Para Artur Kalichman, diretor-adjunto do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, muitos estudos ajudaram a descobrir quais caminhos não se pode seguir para encontrar a vacina preventiva. “A maior dificuldade é a mutação do vírus”, explica.

Segundo Artur, apesar de estudos sobre profilaxia pré e pós exposição ao vírus apontarem bons resultados na prevenção ao HIV, esses métodos não substituirão a camisinha. “As estratégias se complementam. É muito mais acessível falar para as pessoas usarem camisinha, já que prevenção com antirretrovirais é mais burocrática, demorada e cara.”

Já o médico e professor de medicina da USP, Esper Kallás, ressalta a importância de mais estudos sobre a utilização de remédios para a prevenção do vírus da aids. “Temos que explorar mais o campo da prevenção”, defende.

Kallás acredita, ainda, que serão produzidas novas drogas com menos efeitos colaterais. “Temos novos antirretrovirais que estão em teste final e chegarão ao mercado em pouco tempo.”

Principais descobertas científicas

1981 - Descoberta da doença

1985 - Invenção do teste anti-HIV

1986 - Descoberta do AZT, medicamento que prolonga a sobrevida dos pacientes

1995 – O FDA aprovou o uso do antiretroviral Saquinavir, a primeira droga de um novo grupo de inibidores de Protease

1996 – Um crescente número de drogas foi aprovado pelo FDA nos EUA, para administração em combinação com outras drogas. No Brasil, o Sistema Único de Saúde passa a fornecer esses antirretrovirais

1997 - Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para o monitoramento de pacientes com HIV em terapia com antirretroviral

2010 – Estudo iPrEx, publicado no “The New England Journal of Medicine" aponta que homens que fazem sexo com homens tiveram reduzidas as chances de se infectarem pelo HIV ao tomarem antirretrovriais. Gel microbicida para mulheres (Caprisa) apresenta eficácia contra o HIV. Brasil adota a profilaxia pós exposição também para pessoas expostas ao vírus por via sexual.


Redação da Agência de Notícias da Aids

Dica de Entrevista

Faculdade de Medicina da USP
Tel.: (11) 3062-1845

Programa estadual de DST/Aids de São Paulo
Assessoria de Imprensa
Tel.: (11) 5087-9835

Esper Kallás
E-mail: esper.kallas@gmail.com

Peça Depois Daquela Viagem

Data: de 01/12/2011 até 15/12/2011
Local:
Contato:A segunda temporada aconteceu nas seguinte datas e unidades: Dia 1º/12 - SESC Ipiranga, às 15h; dia 8/12 - SESC Santo André, às 15h ; dias 6 e 13/12 - SESC Santo Amaro, às 20h; dias 14 e 15/12 - SESC Bom Retiro, às 20h. O espetáculo foi viabilizado com o patrocínio da prestadora de serviços em saúde Qualicorp e da mineradora Anglo American, e apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, da fabricante de preservativos DKT, do Sesc São Paulo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), dos restaurante Baby Beef Rubayat e Cantina Damico Piolin, da editora Ática, do Teatro Jardim São Paulo, da JAR mobiliários hospitalares, da assessoria de comunicação Arte Plural e da Agência de Notícias da Aids.
A viagem que reúne prevenção, conciência e informação usando a arte e a criatividade contra o crescimento do HIV continua. Depois de ser vista por cerca de 2.500 pessoas, a peça “Depois Daquela Viagem”, adaptação de Dib Carneiro do livro de Valéria Polizzi, dirigida por Abigail Wimer e produzida pela editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli, voltou aos palcos para marcar a passagem do Dia Mundial de Combate à Aids. Seis apresentações acontecerão em quatro unidades diferentes do Serviço Social do Comércio em São Paulo. No dia primeiro de Dezembro, o teatro do Sesc Ipiranga foi palco de exibição do espetáculo seguido de debate.