quinta-feira, 26 de julho de 2012

Governo da Bahia condenado

O Governo da Bahia foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil reais e pensão vitalícia no valor de quatro salários mínimos, cerca de R$ 2,5mil, para uma adolescente de 15 anos que foi infectada pelo vírus HIV em um hospital público de Salvador. 
A decisão foi tomada pelo desembargador Salomão Resedá e outros três magistrados em sessão da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia nesta terça-feira (24), de acordo com informações da assessoria de comunicação do órgão.
A criança convive com a doença desde os três anos, quando foi infectada durante uma transfusão de sangue no Hospital Roberto Santos, da rede de saúde do estado, em razão de uma anemia. A decisão será publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (25), mas o Governo poderá recorrer da sentença no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Segundo a decisão do juiz, o pagamento da pensão de quatro salários mínimos para a garota infectada com a doença deverá ser feito por toda a vida da adolescente, que teve o nome preservado. O processo, de acordo com informações da TV Bahia, teve início 2005 e chegou a ser julgado em 2010.
Em entrevista ao notícia da emissora baiana, o pai da adolescente, Carlos Alberto Silva, disse que ?a decisão vai amenizar um problema que vivemos. Agora sabemos que ela vai ter uma qualidade melhor de vida?. Apesar da felicidade dele, a Procuradoria Geral do Estado da Bahia informou que vai recorrer, mais uma vez, da decisão judicial no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Com informações do Correio da Bahia    

Fonte: Grupo contra o preconceito

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Kit gay chega às escolas brasileiras e causa revolta em cristãos.

Menino brinca de boneca?
A família Bolsonaro denunciou nesta segunda-feira (23) em seu site que o “kit gay” já chegou às escolas e alertou para o estímulo ao homossexualismo que o material contém. Trata-se do livro didático chamado “Menino Brinca de Boneca?” adotado pelo Ministério da Educação como referência para alfabetização das crianças até 6 anos de idade.
De acordo com o site, cujo líder Jair Bolsonaro é conhecido por sua oposição feroz às ações dos grupos LGBT na política, o livro já está sendo utilizado em algumas escolas particulares em São Paulo. O livro ainda deve expandir para todo o Brasil, segundo a orientação do Governo Federal.
Caso seus filhos tenham este exemplar em suas mochilas, fiquem atentos pois certamente estão recebendo carga de informações estimulando o homossexualismo em suas cabeças, alerta o site.
O site também mostra fotografias do “Menino Brinca de Boneca?” onde a família expõe palavras obscenas num conteúdo para crianças como “vulva” e “pênis”, citadas na página 16 do livro. Além disso, a família Bolsonaro aponta para a contra-capa, onde diz-se que Frei Betto é incisivio ao dizer que a obra criada estimula o público infantil a decidir-se por si só sobre sua sexualidade.
Um outro livro apontado no site foi “Porta Aberta”, de Geografia e História, que é voltado ao público do primeiro ano, e segundo os Bolsonaro também estimula o homossexualismo. A lição mostra uma brincadeira intitulada de ‘Gavião’, na qual um homem adulto agarra uma criança, ambos nús, orientando que os meninos e meninas brinquem daquela maneira com seus amigos. Uma clara afronta que estimula a pedofilia.
Além disso, o livro possui na página 225, um jogo da memória formando famílias de pais homossexuais. Além das mensagens diretas, em ambos é nitidamente fácil constatar as mensagens subliminares envolvendo o homossexualismo e pedofilia, que são exploradas durante todas as tarefas ensinadas, afirmam os Bolsonaro no site.
A sanha dos ativistas homossexuais que desde o início mentem e dizem que o kit-gay não seria para o público infantil é desmascarada, e já tomou também as escolas privadas do Brasil. É isso que queremos para nossos filhos?, diz Bolsonaro.
O material vem depois que um outro material contra homofobia, conhecido como ‘kit-gay’ e lançado pelo Ministério da Educação, foi vedado pela presidente Dilma Rousseff, após pressão da bancada evangélica.
O pedagogo Felipe Nery, que primeiro detectou a inclusão de livros com tal conteúdo nas escolas, levou a questão à Frente Parlamentar Evangélica no início do mês de julho. Ele, que é membro do Instituto de Ensino Superior de São Paulo, apresentou outros dois livros: “Porta Aberta”, voltado para alunos de 6 anos, da autora Mirna Lima e editado pela FTD; e “Aprendendo a Viver, Sexualidade”, voltado para alunos de 10 e 11 anos, das autoras Patricia Mata e Lydia R., editados pela Ciranda Cultural.
Segundo Nery, a distribuição dos livros está sendo feita nas escolas que não possuem um projeto pedagógico. Ele também alerta que os pais devem acompanhar o material que é usado na educação dos filhos.
Explicações são esperadas do atual ministro da educação, Aloízio Mercadante (PT-SP) à pedido do deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ).

por Redação MundoMais

quinta-feira, 8 de março de 2012

Em dia especial, transexuais contam que ser mulher é 'questão de alma'

Estudante e cabeleireira narram como é ser mulher em corpos de homens.
'O sexo não pode ser reduzido à genitália', avalia pesquisador da UFBA.

Por Tatiana Maria Dourado

Jeane Louise (Foto: Tatiana Maria Dourado)Jeane Louise tem 19 anos e estuda publicidade
(Foto: Tatiana Maria Dourado)
“Uma mulher aprisionada em um corpo de homem”, é assim que se sente a universitária Jeane Louise, 19 anos, estudante do 5° semestre de publicidade, em Salvador. Transexual, assim como muitas outras, quer entrar na fila do SUS para realizar cirurgia de redefinição sexual, processo final da reconstrução de sua estética feminina, iniciada ainda na infância.

“Chega um momento em que sua verdade é muito forte, é questão de alma. Nas brincadeiras de infância, minhas personagens eram sempre do gênero feminino, me refugiava ali. Depois veio a blusa, o cabelo, a calça apertada, o furo na orelha. Em geral, nenhuma transexual sabe que é transexual, é um processo de conhecimento, de acesso à informação”, afirma.

O enfrentamento das pessoas que nasceram homens, mas assumem papéis sociais femininos e lutam para serem reconhecidas pela maioria é vivido por transexuais como Jeane, que remonta a forma física através de hormônios, silicone, implante capilar e outros paliativos como a maquiagem. Mas o desejo de formalizar a transexualização, para ela, só será completa com a alteração do órgão sexual, que pode ser conquistada por meio da cirurgia de transgenitalização, instituída no Brasil em 2008 com a Portaria de número 457, do Ministério da Saúde. Atualmente, a cirurgia é autorizada apenas em quatro hospitais universitários: um da UFRG, Porto Alegre; um da UERJ, Rio de Janeiro; um da USP, em São Paulo; e o da UFG, em Goiás.

Cento e dezesseis brasileiras já passaram pelo procedimento, que consiste na amputação do pênis e construção da neovagina. É preciso, antes, que a mulher transexual passe por etapas preparatórias, que preveem avaliações psicológicas e psiquiátricas, terapia hormonal, avaliação genética e acompanhamento pós-operatório, conforme especifica o Ministério.

“Vou concluir o primeiro ano de terapia, a fila é enorme e esse trâmite é muito sofredor. Temos que ser guerreiras para conquistar espaço. Mas sei que vou me sentir realizada. Hoje, quando me olho no espelho, me vejo incompleta, com aquilo que não condiz à minha mente. Ser mulher ou homem está na mente, não é a aparência física”, avalia a estudante.

Jeane Louise (Foto: Tatiana Maria Dourado)Jeane Louise pretende ingressar no serviço público
(Foto: Tatiana Maria Dourado)
Jeane Louise encarou cedo o autoconhecimento e aceitação, mesmo em meio ao coro de “viadinho” que diz ter sido bastante emitido pelos colegas no período em que esteve em uma "escola de padres".

“Eu realmente 'metia a mão' neles e ia para a diretoria. Se continuasse ali, iria entrar em depressão, porque eu chegava no colégio, colocava maquiagem e me mandavam tirar. Era horrível! Pensava: se não puder usar em casa ou no colégio, onde iria usar? Saí de lá, fui para uma escola pública e foi lá que me encontrei de verdade como mulher; o pessoal tinha a cabeça mais aberta”, lembra.

Jeane mora com a mãe - os pais são separados - e diz que sabe diferenciar o respeito da aceitação. "Minha mãe teve um filho e até hoje ela não me chama de Jeane dentro de casa. Meu pai era muito machista e me surpreendo com o respeito que me trata. Não digo que me aceitam, mas respeitam e isso já dá força. Faço tudo com os pés no chão”, comenta.

Filha de sargento
A cabeleireira Luana Neves também luta pela conquista plena de pertencer ao gênero, porém há mais tempo, desde os 18 anos, quando saiu de Mato Grosso do Sul para morar na capital baiana. Neste período, compreendeu que, para ela, mais importante que o processo de transgenitalização seria a retificação jurídica do nome civil. “Tenho convicção de que quero fazer a cirurgia, mas meu principal desejo é o da retificação do nome. Eu evito ir a hospital, banco, fico muito arrasada em relação a isso, porque estou vestida de mulher, mas as pessoas me chamam com meu nome de batismo, não o social, por puro preconceito”, afirma. O projeto de lei 72/07, do deputado Luciano Zica (PV), que prevê a alteração do nome civil para o social nas disposições da Lei dos Registros Públicos (Lei n° 6.015/1973), tramita no Senado e, atualmente, aguarda a designação do relator.

Luana Neves (Foto: Luana Neves/Arquivo Pessoal)Luana sonhou e se frustou com a carreira militar
(Foto: Luana Neves/Arquivo Pessoal)
Filha de sargento do Exército, um dos grandes sonhos de Luana, já tentado e descartado, era o de seguir a carreira militar. Chegou a se alistar, passou em todos os testes, inclusive o psicológico e o de aptidão física, experimentou a roupa no quartel. Até que não resistiu ao incômodo do ambiente e confessou ao general a sua orientação sexual.

“Eu tinha no sangue a vontade de seguir carreira na área militar, sempre tive esse sonho, mas, naquela época, me senti muito mal. Estava prestes a assumir uma personalidade que não era a minha”, afirma.

Por vontade, revela que gostaria de ser advogada, no entanto, conta que precisou se condicionar à restrição do mercado de trabalho às transexuais e que é cabelereira não por opção, mas por maior aceitação.

“Quando meus pais saíam de casa, eu colocava a roupa de minha mãe, salto, toalha na cabeça, para fingir que tinha cabelo. Quando a percebia já no portão, jogava tudo aquilo embaixo da cama. Mas eu não sabia em que perfil me encaixava, se era travesti, transexual, drag queen. Eu sempre fui muito fechada e tímida, o que me causou depressão. Eu colocava meus esforços todos no estudo, achava que tinha que estudar para ser uma pessoa de poder”, relembra. Hoje, saias e vestidos, sempre "discretos", são as roupas que mais usa. Já na praia, não abdica de biquínis e cangas.

Ser transexual
O professor e membro do grupo Cultura e Sexualidade, do Departamento de Comunicação da UFBA, Leandro Colling, explica que, para ser transexual, não é preciso concretizar a redefinição sexual necessariamente com cirurgia. “Existem casos em que a pessoa se identifica como transexual e não deseja fazer a completa mudança no corpo. Tem gente que se sente transexual e basta colocar seio, tomar hormônios, para não deixar crescer pêlos; o pênis é o que menos importa. O sexo não pode ser reduzido à genitália, tem a diversidade”, aponta.

Colling, que também é membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, órgão do governo federal, explica que categorias como homem ou mulher não devem ser tão rígidas na sociedade. “As pessoas têm ideias fixas nas suas cabeças, mas, se você olhar para a vida, os homens e as mulheres estão cada vez mais borrando essas fronteiras, desde profissões, gestos, produtos, depilação”, relata.

A autoestima das transexuais é trabalhada no processo terapêutico, de modo que elas possam enfrentar os entraves culturais, como argumenta a psicanalista Suzana Vieira, 46 anos. Segundo ela, existe uma tendência dessas mulheres ao isolamento e à depressão, que pode ser agravada pela falta de apoio das famílias. “As sensações começam desde a infância e, desde então, as pessoas a veem como um menino, ela também se vê fisicamente como menino, mas lida com desejos de menina e começa a esconder os órgãos sexuais. A terapia ajuda a pessoa a entender tudo isso”, ressalva a psicanalista.

Relação com héteros
Por serem socialmente mulheres, as solteiras Jeane e Luana se relacionam com homens e hoje se afirmam heterossexuais. “Eu dou até risada com alguns homens desavisados. Às vezes você já está em um nível de envolvimento e aí tenho que explicar que sou transexual. Tem alguns que não gostam. Me considero realmente hétero”, comenta. “Gosto de homem que gosta de mulher, apesar de ser complicado porque nem todo mundo tem coragem de assumir uma transexual”, ressalva Jeane.

Leandro Colling explica que o gênero não se confunde com a prática sexual. “Ser gay é outra coisa. Existem vários homens que transam com outros e a identidade é heterossexual, a gente precisa respeitar isso. A prática sexual não é um elemento definidor de identidade. Se pessoas se sentem mulheres e transam com homens esse sexo é heterossexual”, acrescenta.
http://ba.gay1.com.br/2012/03/em-dia-especial-transexuais-contam-que.html#

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher na sociedade

História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História 
  • 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
  • 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
  • 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
  • 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
  • 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
  • 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
  • 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
  • 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
  • 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
  • 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
  • 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Revista Escândalo

A Direção da Revista Escândalo, convida a todos para participarem da festa em comemoração a 1 ano de sucessos, que ira acontecer no dia 4/03/2012, no Clube Arco Iris, localizado na Rod. Augusto Monte Negro, Rua Pará nº 6, enfrente ao Deposito da Y.Yamada.
Vai acontecer também a Inauguração do Dark Room, lançamento do Grupo Drag Dolls e contara também o show de Gabrielly Salatoya e claro no comando a DJ residente da casa Dj Nycole.
Promoção
Escândalo Produções e Eventos
Wendel Rogério   Contatos: (91) 82028746/ 81987442/ 87189397
Prevenção na Balada 
               "Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua"

 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

GGB elogia campanha tríplice do Ministério da Saúde para gays, heteros e travestis

Saúde vai direto no alvo da prevenção durante o carnaval 2012

Por Redação - Salvador, sábado, 4 de fevereiro de 2012
Peças da campanha carnaval 2012
O Grupo Gay da Bahia (GGB) na figura do seu presidente, professor Marcelo Cerqueira, em Brasília nessa última sexta-feira, a tarde parabenizou o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde através do seu diretor Dirceu Greco e diretor ajunto Eduardo Barbosa pela campanha de prevenção da aids para o carnaval de 2012, lançada no dia 2 de fevereiro no Rio de Janeiro com a presença do Ministro Padilha da Saúde.
De acordo com o ativista Marcelo Cerqueira a campanha ficou muito bonita, comunicativa e o melhor foi que equiparou os três grupos de gêneros sem estigmatizar nenhum deles como “grupo de risco” reproduzindo a mesma cena de paquera com um casal gay, um de um homem e uma travesti, e um casal jovem heterossexual em ambientes alusivos a cada grupo.
A mensagem principal é promover o uso do preservativo nas relações sexuais com as frases “isso rola muito” e outra de apoio que diz “esperar por isso não rola”, alusivo a uma fada que traz em sua mão uma camisinha. “Genial uma campanha governamental ousar dessa maneira reconhecendo gêneros e práticas sexuais distintas das pessoas”, declarou Cerqueira alertando que o importante é se prevenir.
Ainda na opinião do ativista outro fato positivo da iniciativa para o carnaval de 2012 foi a continuidade da campanha de prevenção lançada pelo Departamento dia 1º de dezembro de 2011 que teve como foco a população de jovens gays e heterossexuais.
Cerqueira pontua que hoje em relação a sexo a juventude não é a mesma de 20 anos passados existindo agora as múltiplas identidades e práticas sexuais não hegemônicas a exemplo da bissexualidade entre os jovens de ambos os sexos que recebem estímulos dos mais diversos meios e que isso acaba aguçando a curiosidade em realizar algumas práticas sexuais. “Hoje a diversificação do desejo leva esse grupo a se relacionar sexualmente com outros grupos apenas por prazer e diversão” declarou informando ainda que não somente os jovens, mas os homens adultos se relacionam com outros homens, com mulheres, com travestis e retomam suas “preferências sexuais” de forma normal. A campanha acertou porque envolve todo esse contexto subjetivo do desejo sexual.
Foram produzidas três peças eletrônicas para divulgação pela TV e internet, que são um vídeo de 30 que mostra um casal de homem e mulher em cena de carinho na praia e um caranguejo entregando a camisinha, um casal gay masculino na balada e a presença de uma fada, um ser fantasioso, lembrando da camisinha e finalmente outro vídeo que promove o diagnóstico precoce para o HIV. Já as peças gráficas são quatro cartazes três deles dedicados aos gêneros e um com a sugestão para fazer o teste do HIV.
Consta balões de oxigênio, bandanas, camisetas, porta-documento para pescoço e praguinhas s serem distribuídas nas ações de mobilizações durante o carnaval de Salvador, Olinda, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte e Diamantina em Minas Gerais. Veja todas as peças clicando AQUI!
Na empolgação rola de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua. Aproveite e divulgue o vídeo nas redes sociais, clicando AQUI!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Literatura homoerótica de Augusto Treppi


O escritor Augusto Treppi em parceria com a Compre Livros GLS lançam mão das novas tecnologias, que dão novas possibilidades de vazão às produções artísticas e disponibilizam, por meio eletrônico, até o dia 26 de fevereiro, os três e-books: Dominação, Cama King Size e Obsessão ao preço de R$ 4,90 cada.

Mas a ideia é essa mesmo, conferir na prática se é possível disponibilizar livros eletrônicos a um custo bem baixo para o leitor e ainda assim remunerar toda a cadeia produtiva”, afirma Treppi. 

O endereço da loja é www.comprelivrosgls.com.br

Dominação" é um livro que aborda o tema do fetiche da dominação na homossexualidade. É a narrativa de como a vida de um pacato executivo se transforma de maneira radical quando, inadvertidamente, ele se envolve com um funcionário, passando a experimentar um turbilhão de emoções até então desconhecidas.

Obsessão” - Traz elementos de romance policial e mistério. A narrativa, em primeira pessoa, é feita pelo personagem Ramon, um bem sucedido e ingênuo cirurgião que busca refazer a sua vida ao lado de um rapaz mais jovem, de origem humilde. O estilo cinematográfico e a descrição detalhada de sexo explícito, marcas do autor, estão presentes também nesse e-book.

Cama King Size” o autor apresenta em linguagem cinematográfica a saga de três personagens marcantes, onde conflitos psicológicos e temas sociais são entremeados de cenas de sexo pontuadas de forma explícita, criando uma narrativa inédita em termos de literatura homoerótica.



O autor
Augusto Treppi usa uma linguagem real, portanto, pornográfica e, assim, consegue transportar o leitor para as cenas que criou. A trajetória do autor começou com a publicação, na Internet, de alguns textos bem liberais e descompromissados. Logo ele percebeu aumentar  e muito  o número de interessados. Decidiu então criar um blog e a assombrosa quantidade de visitas, praticamente forçou Augusto a publicar estes livros.
Autêntico representante da geração “fake” virtual, Augusto Treppi é um autor recluso. Ninguém conhece ao certo sua identidade ou viu seu rosto, nem mesmo seus editores. Todos os contatos com este escritor são feitos através de um intrincado sistema que envolve uma infinidade de e-mails e perfis das ferramentas de relacionamento da Internet.