terça-feira, 23 de agosto de 2011

Seminário vai debater a Cultura em Belém

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Presidida pelo vereador Marquinho do PT, a Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Belém realizará no próximo dia 27, das 9h às 18h, o seminário "Construindo o Sistema Municipal de Cultura: Realidades, Desafios e Perspectivas", no auditório da Revemar Motocenter, situado na Travessa Padre Eutíquio 3673, entre Tamandaré e Carlos Gomes. Entre os temas a serem discutidos está a criação da Secretaria Municipal de Cultura.

II SEMANA DA DIVERSIDADE SEXUAL NO MARCO


II SEMANA DA DIVERSIDADE SEXUAL NO MARCO
Marco contra a homofobia, juntos por direitos iguais
PROGRAMAÇÃO
Dia 05/09/2011 (segunda-feira)
- Roda de Conversa
Tema: “Drogas + Sexo”
As 15h na Escola M. de Edu. Infantil e Ens.Fund Prof. Ruy da Silveira Britto
End: Trav . Enéas Pinheiro 2871 - Bairro do Marco

Dia 06/09/2011 (terça-feira)
- Oficina de Customização de roupas
As 14h na Escola Estadual Manoel de Jesus Moraes
End: PSG. Hortinha com Tv. Angustura, Fone: (91)3276-1392 )

Dia 07/09/2011 (quarta-feira)
- Mutirão na Praça do Estrela.
A partir das 10h.
*Após a limpeza da área da Praça distribuição de sopão e brincadeiras e apresentações de grupos folclóricos.
Dia 08/09/2011 (quinta-feira)
- Oficina de Serigrafia
As 14h na E E E I F Domingos Acatauassu Nunes
End: Trv Mauriti, 174 - Marco, Belém - PA, 66083-000

Dia 09/09/2011 (sexta-feira)
- Dia de Esporte e Lazer
II Campeonato Marcoence de Futebol entre Elas
As 16h na Arena da Mauriti
II Torneio Marcoence de Queimada entre Eles
As 18h na Arena da Mauriti
Ingresso 1k de alimento não perecível

Dia 10/09/2011 (sábado)
-Mostra de Filme
Exibição do filme “Do começo ao fim”
Ingressos R$ 2,00
As 19h no Barracão da D. Rai, Rua Lauro Martins, n° 728, Marco.

Dia 11/09/2011 (domingo)
II MARCHA CONTRA A HOMOFOBIA
Concentração às 15h na Travessa Mauriti com Acatauassu Nunes
Traga um guarda chuvas colorido

Seminário – “homoafetividade, direitos e conquistas

http://alespa.movimentolgbtdopara.org.br/images/stories/slideshow/sl-2.jpgSeminário – “homoafetividade, direitos e conquistas”, com recorte em visibilidade Lésbica, dia 25 de agosto de 2011, a partir das 14 horas até as 18 horas, Hotel ZOGHBI, Auditório Mezanino, 1º andar. RUA FERREIRA CANTÃO, 100 – atrás do BASA.
Este Seminário está sendo promovido pela Associação de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Pará (ALESPA), conjuntamente com a AGALT AMAZON, e em parceria com a Defensoria Publica do estado do Pará. E faz parte das celebrações do mês da Visibilidade Lésbica aqui no Pará. O Combate à Homofobia é um marco na história do Brasil, e do Pará. O enfrentamento da homofobia é sem dúvida um grande desafio: enfrentar os casos de discriminação e violência contra Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais em todo o país com políticas consistentes e permanentes. No Pará o combate à homofobia é a maior bandeira do Movimento LGBT. O reconhecimento de direitos é um passo importante, mas a criminalização da homofobia está longe de acontecer. O Estado do Pará tem feito a sua parte através da Defensoria Publica, do Parlamento Estadual e do Executivo com ações afirmativas neste sentido.

Este Seminário é também a oportunidade para dar visibilidade ao problema e cobrar ações efetivas do Estado para diminuir esta prática recorrente. Diminuir os índices de homofobia, tipificar a prática como crime, aprovar no Congresso a parceria civil entre pessoas do mesmo sexo e incluir informações sobre a livre orientação sexual no ensino das escolas. Estas são as principais bandeiras que o Movimento LGBT defende há muito tempo. Uma delas aconteceu no último dia 5 de maio deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a “união estável entre casais do mesmo sexo”, a chamada UNIÃO HOMOAFETIVA, garantindo aos parceiros direitos concedidos a casais heterossexuais, como herança, pensão alimentícia e inclusão nos planos de saúde. “Estas decisões ajudam muito no combate a homofobia, porque as mesmas refletem o reconhecimento do Estado, diante de uma situação que já existe no dia a dia, e que não eram reconhecidas por Lei e por nenhuma ação do Estado brasileiro”. Então, estas conquistas recentes, reforçam muito a auto-estima e a cidadania dos homossexuais de todo gênero.
http://alespa.movimentolgbtdopara.org.br/images/stories/seminalat1.png
PROGRAMAÇÃO
DIA 25 DE AGOSTO DE 2011.
Chico Vaz - CERIMONIAL
  • Horário: 14:00 horas – Mesa de abertura do evento - Hino Nacional – Sara d’Montsart
Dra. Rossana Parente – Defensora Publica - Coord. Do Núcleo de Políticas Cívis – DP/CPRCH.
Direção do Movimento - LGBT – .
Dra. Cristina Carvalho - OAB
Sr. Samuel Sardinha – CLOS/SEJUDH
Conselho Estadual da Mulher – Prof. Elizete Veiga
Coord. de Promoção dos Direitos da Mulher – SEJUDH – Sra. Trindade Tavares

  • Horário: 15:00 horas – MESA REDONDA
Hino do Pará - Eloi Iglesias – Cantor (Hino do Pará)
Dra. Romina Ariane Azevedo – Defensora Publica – Palestrante do Seminário (“homoafetividade, direitos e conquistas”).
Dr. SILVIO GROTTO – Defensor Publico - Mocajuba
Heloisa Freitas – ALESSA
Rose Durans – ALESPA/Movi. LGBT
Comissão da Diversidade/OAB – Dr. Diogo Monteiro
  • Horário: 16:00 horas – Celebração de dois casamentos homoafetivos (Contratos)
Encerramento as 18 horas.
ORGANIZAÇÃO E COORDENAÇÃO
Rose Durans
AGALT Amazon
Coordenação da ALESPA
Tel. 8805-7694 & 3292-0139 * 9143-3694



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ESPANHA: Consequências da discriminação: mulher transexual forçada a ser "homem"

Adriana Turuelo não aguenta mais a discriminação que sofre quando vai procurar trabalho. "Apresento-me como me sinto, mulher." "No entanto, quando olham para a minha identificação e vêm que lá está Juan Daniel Turuelo decidem não me contratar porque dizem que eu iria ter muita atenção mediática", afirma.

Adriana, nascida em Madrid, mas que adoptou Valência, saltou para as principais páginas de jornais e televisões dos mais importantes orgãos de comunicação em Março de 2010 porque, após ficar sem tecto e desempregada juntamente com a sua mãe, devido à crise, a câmara municipal só oferecida a possibilidade de dormirem separadas no albergue municipal. Adriana, por ter no BI o nome de Juan Daniel, poderia apenas dormir com outros homens.

Mãe e filha preferiram dormir na rua do que separarem-se e denunciaram a "humilhação e discriminação" a que estavam sujeitas. Como resultado, a assistência social, através do Centro de Atención a los Sin Techo (CAST), deu-lhes uma solução. Compraram-lhes bilhetes para Madrid, onde ambas as mulheres tentaram inscrever-se para obter ajuda e iniciar uma vida nova. No entanto, as coisas deram errado, e em 13 de Junho, voltaram para a capital de Turia.

Após a cobertura mediática de que se não se arrepende porque "era necessário reinvindicar e fazer valer os meus direitos como qualquer outra cidadã", passou a viver uma situação de indefinição. "Várias estações de televisão ofereceram-me cachés para contar a minha história, usando-me como se eu fosse “carne para canhão”, queixa-se, acrescentando que " no entanto, sempre me recusei porque quero viver a minha vida com normalidade, acho que tenho o mesmo direito que qualquer outra cidadã, mas não me deixam", afirmou desanimada Adriana.

Turuelo pede para ser autorizada a viver "como um ser humano" e que não a discriminem nas entrevistas de trabalho por ter defendido os seus direitos, "senão vou ter que me prostituir, opção que eu nem quero pensar", confessa.

Para já, a sua vida deu a primeira reviravolta. Ela foi forçada a “retornar” ao seu estado masculino: "foi a fase mais difícil da minha vida, ter de voltar para o sexo do bilhete de identidade, porque ninguém me dá uma hipótese como mulher, tive mesmo que mudar os meus perfis nas redes sociais", explica a afectada.

Turuelo pede "por favor" que esqueçam a sua história, que a "respeitem" e a aceitem, criticando ferozmente algumas televisões e estações de rádio às quais exige que "parem de se aproveitar da sua história, que deixem de tratá-la como um objecto e que lhe permitam começar do zero, como qualquer outra pessoa".

Nota da autora: Em Espanha existem inúmeras associações e/ou grupos Trans (transexuais e transgéneros), para não mencionar os grupos/associações LGBT, inclusivé existindo dentro do PSOE. Não há uma que dê uma ajuda para mudar nome e género no BI??? Afinal tiveram uma lei de identidade de género para quê? Carla Antonelli andará tão ocupada que não se possa debruçar sobre este caso e dar uma ajuda? Quer dizer, até se deu ao trabalho de vir a Portugal dar uma forcinha e nada faz por esta sua conterrânea? Não se pede que lhe arranjem trabalho ou algo desse género, mas que façam uma vaquinha para pagar a alteração, arranjem psis que passem o atestado (existem tantos psis espanhóis que até defendem a despatologização, onde estão eles agora?) e pelo menos façam com que esta pobre alma não tenha de se travestir de homem para procurar trabalho.

ESPANHA: Consequências da discriminação: mulher transexual forçada a ser

CONVITE LANÇAMENTO DO SITE E CONSELHO POLITICO


Silas Malafaia: "Governante vai ter de dizer em que acredita"

O pastor evangélico afirma que os temas religiosos – como aborto ou homossexualidade – entraram e não sairão mais da política brasileira

No ano passado, quando a campanha política pela Presidência da República enveredou para uma discussão sobre fé e aborto, o pastor evangélico Silas Malafaia virou uma espécie de pivô da disputa eleitoral. Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, Malafaia apoiou a candidatura da também evangélica Marina Silva até a véspera do primeiro turno. Quando Marina estava em seu melhor momento, Malafaia abandonou-a e passou a pedir votos para o tucano José Serra, segundo ele mais firme que Marina na oposição ao aborto. Serra perdeu a eleição, mas Malafaia não perdeu os holofotes. Poucos meses após a posse da presidente Dilma Rousseff, ele passou a liderar uma cruzada contra o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia. Loquaz e provocador, usa seus programas de rádio e TV para combater a proposta quase que diariamente. Nesta entrevista, ele critica a Igreja Universal, diz que os políticos não poderão mais esconder suas crenças e tenta explicar sua posição sobre a homossexualidade.
  ENTREVISTA - SILAS MALAFAIA  

Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA QUEM É
Carioca de 52 anos, é o pastor líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Formado em psicologia pela Universidade Gama Filho, é casado e tem três filhos


O QUE FAZ
Há 29 anos apresenta programas na TV, exibidos em rede nacional e no exterior


O QUE FEZ
Publicou mais de 100 livros e diz ser o pastor que mais vende DVDs de mensagem no Brasil, cerca de 1 milhão de cópias por ano

ÉPOCA – O senhor é pastor da Assembleia de Deus, mas, diferentemente de outros líderes evangélicos, é muito ouvido por fiéis de outras denominações. Qual é a diferença?
Silas Malafaia –
Estou na TV há 29 anos ininterruptos e nunca fiz programas para a Assembleia de Deus. Então, o pessoal me codifica como um pregador. Faço um programa interdenominacional. Sempre trabalhei como uma voz apologética em defesa da fé. Por causa disso, acabei conquistando espaço entre outros segmentos. Hoje, existem quatro pastores em rede nacional: Edir Macedo, da Universal, R.R. Soares, da Internacional da Graça, Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e eu. Sou o único que sempre fiz programa para todo mundo. Não porque sou bom. É porque não tem espaço, amigo.

ÉPOCA – As igrejas evangélicas ainda têm uma imagem muito estigmatizada entre os não evangélicos. Por que, em sua opinião?
Malafaia –
Isso mudou muito, irmão. Hoje, essa história de imagem estigmatizada é cafezinho. Antigamente, nego só botava coisa ruim sobre os evangélicos na televisão, nos jornais. Era só cacete em cima de pastor. Agora tem jogador de futebol evangélico, artista...

"Antigamente, nego só botava coisa ruim sobre os evangélicos na
televisão, nos jornais. Agora tem jogador de futebol evangélico, artista..."

ÉPOCA – O senhor acha que alguns líderes evangélicos ajudaram a criar essa imagem estigmatizada?
Malafaia –
É aquela história de perdas e ganhos que todo segmento social sofre. Algumas atitudes fizeram a gente perder, outras fizeram ganhar. Tome o exemplo da Universal e do Edir Macedo. Ele ajudou em algumas coisas e prejudicou em outras. Ele é um cara que fez a igreja evangélica despertar para um evangelismo ousado, igreja aberta o tempo todo. Antes, as igrejas evangélicas abriam duas vezes por semana à noite. O Macedo é que arrebentou com isso, entende? O lado ruim da coisa é o sincretismo.

ÉPOCA – Qual é sua relação com o bispo Edir Macedo?
Malafaia –
A Bíblia tem um texto que diz assim: “Poderão andar dois juntos se não estiverem de acordo?”. Eu já ajudei o Macedo quando ele foi preso, mas eles são separatistas, só veem o lado deles. Então, não me presto a andar com uma pessoa que só quer andar com mão única para ela. Sou a favor de mão dupla: para lá e para cá, entende? O Macedo está isolado, todo mundo sabe. Eles só são evangélicos para os outros quando estão com dor de barriga, quando o pau está quebrando em cima deles ou então por interesse político. A comunidade evangélica está madura e não se presta mais a isso.

ÉPOCA – Nos bastidores, circulou a notícia de que o senhor estaria apoiando o PSD, o partido que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quer construir. Procede?
Malafaia –
Amigo, não apoio partido nenhum. Apoio pessoas. Meu irmão (o deputado estadual Samuel Malafaia, do PR-RJ) está querendo ir para lá (o PSD), mas isso é problema dele.

ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre Kassab?
Malafaia –
Nada a falar contra ele.

ÉPOCA – Mas, no passado, o senhor já se desentendeu com ele...
Malafaia –
Eu o critiquei quando ele fechou uma igreja evangélica do apóstolo Valdemiro Santiago. Ser amigo ou respeitar alguém não significa ser capacho ou concordar com tudo o que essa pessoa faça.

ÉPOCA – Na eleição presidencial do ano passado, o senhor apoiou Marina Silva no início. Ainda no primeiro turno, passou a pedir voto para o José Serra. Por que mudou de lado?
Malafaia –
Pior do que um ímpio é um cristão que dissimula. A Marina, membro da Assembleia de Deus, sabe que, como uma pessoa de fé, não pode negociar sobre questões de aborto nem de homossexualismo. Ela era contra o aborto, mas por que dizia que faria um plebiscito? Ela quis dar de bacana, jogar para a galera, e eu falei não. Qualquer um podia fazer aquilo, menos ela, por suas convicções de fé.

ÉPOCA – Por que o José Serra?
Malafaia –
Acredito que tinha de me posicionar. Naquele momento, o Serra era o mais adequado para isso. Ele mantinha uma posição firme sobre aborto, que foi o grande debate da campanha desde lá atrás. A Dilma dissimulou a história. Ela se posicionou a favor do aborto para a revista Marie Claire, depois mudou o discurso. O único que se coadunava com meus valores e crenças era o Serra.

ÉPOCA – Em sua opinião, o debate de questões religiosas deverá se repetir nas próximas disputas eleitorais?
Malafaia –
É lógico. Amigo, hoje em dia governante vai ter de dizer em que princípios acredita. Vai ter de botar a cara, porque a comunidade evangélica está bem esperta, madura. Não vai dar para ficar em cima do muro. Não queremos que nenhum político tenha a ideia de que lutamos por uma República evangélica e que, por isso, ele tem de abraçar nossos princípios e mandar todo o mundo às favas. Não estou dizendo também que o cara, para ter apoio dos evangélicos, tem de odiar os homossexuais. Não é radicalismo imbecil e idiota. Se um governante apoiar leis que privilegiam homossexuais em detrimento da sociedade, vamos cair em cima. Hoje, sou a maior barreira que existe para aprovarem a lei que criminaliza a homofobia. E, se abrir a boca para dizer que apoia o aborto, vai ficar feio também.

ÉPOCA – O que é, em sua opinião, a homossexualidade?
Malafaia –
O homossexualismo é comportamental. Uma pessoa é homem ou mulher por determinação genética, e homossexual por preferência apreendida ou imposta. É um comportamento. Ninguém nasce homossexual. Não existe ordem cromossômica homossexual, não existem genes homossexuais. O cromossomo de um homem hétero e de um homem homossexual é a mesma coisa. O resto é falácia, é blá-blá-blá. Só existe macho e fêmea, meu amigo.

ÉPOCA – Por que o comportamento homossexual se desenvolve?
Malafaia –
A Bíblia diz que, aos homens que não se importaram em ter conhecimento de Deus, Ele os entregou um sentimento perverso para fazerem coisas que não convêm. Do ponto de vista comportamental, é promiscuidade mesmo, meu amigo. O ser humano quer quebrar todos os limites. Quanto mais ele quebra limites, mais insaciável se torna. Ninguém nasce homossexual. É a promiscuidade do ser humano.

ÉPOCA – É possível alguém deixar de ser homossexual?
Malafaia –
Nossa igreja está cheia de gente que era homossexual. O cara não nasceu (homossexual). Se não nasceu, amigo... Ninguém nasce homossexual. É uma opção, por uma série de elementos: ou porque foi violentado, ou porque escolheu por modelo de imitação. O ser humano vive por modelo de imitação.

ÉPOCA – E como se dá essa reversão?
Malafaia –
Meu filho, essa reversão é o cara voltar a ser macho e a mulher voltar a ser fêmea. Dar forças para o cara vencer isso. Acredito no poder do Evangelho para transformar qualquer pessoa, inclusive homossexuais.

ÉPOCA – Qual é sua opinião sobre os casos de violência contra homossexuais?
Malafaia –
Vou te dar alguns numerozinhos para a gente poder desfazer essa conversinha fiada para boi dormir. Os números é que vão dizer: no ano passado, 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, e 260 eram homossexuais. Que índice é esse para dizer que o Brasil é um país homofóbico? Outro número: mais de 300 mulheres foram assassinadas por violência doméstica em 2010, mas ninguém fala nada. Mais de 100 crianças são assassinadas ou violentamente espancadas por dia, e ninguém fala nada. Sabe por quê? É porque por trás das editorias dos jornais, da televisão existe uma bicharada desgramada que dá toda essa ênfase para eles. Não quero que ninguém morra, amigo, mas o índice (de mortes de homossexuais) é insignificante para a violência que acontece no Brasil. Então, esse é um apelo de propaganda para eles (gays) poderem ter benefícios em detrimento do conjunto da coletividade social. Essa daí é velha, e eu não sou otário. Sei pesquisar os números, e a imprensa não dá os números. Tem mais heterossexual que homossexual sendo assassinado. Você sabe o que é homofobia para os homossexuais? Olhar com cara feia para um gay é homofobia. Não concordar com a prática deles é homofobia. Uma coisa é criticar a conduta, outra é discriminar pessoas. Tudo para eles é homofobia. Essa é a malandragem deles, e eu não caio nessa.

"No ano passado, 50 mil pessoas foram assassinadas no
Brasil – e 260 eram homossexuais. É um índice insignificante
para dizer que o Brasil é um país homofóbico"

ÉPOCA – Os ativistas homossexuais são heterofóbicos?
Malafaia –
Acho que eles são uns malandros que ganham verba dos governos federal, estadual e municipal para fazer esse papel. São uns malandros oportunistas faturando em cima da grana que as ONGs deles recebem. Essa é a verdade nua e crua. Não é pouca grana, não. E ninguém fala disso. Os ativistas homossexuais são pagos para esse serviço podre que fazem de chamar todo mundo de homofóbico.

ÉPOCA – O que fazer com o comportamento homossexual?
Malafaia –
O comportamento homossexual é um direito que a pessoa tem. O direito de ser é guardado pela Constituição, pelo livre-arbítrio. Não quero que ninguém seja eliminado. Critica-se presidente da República, critica-se pastor, padre, deputado, mas não pode criticar uma prática? Em hipótese alguma. Querer eliminar homossexual é homofobia. Não quero isso. Quero discutir com um homossexual e poder dizer que sou contra a prática dele, assim como os gays podem me dizer que são contra a prática dos evangélicos. Isso é democracia.

ÉPOCA – O que o senhor acha das críticas feitas ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) (político contrário às leis que criminalizam a homofobia)?
Malafaia –
Você vai ver o Jair Bolsonaro nas póximas eleições. Ele vai ter três ou quatro vezes mais votos que recebeu na eleição passada. A sociedade brasileira é conservadora, 90% da população é cristã. Desses 90%, os evangélicos e católicos praticantes são 70%. Nós somos maioria absoluta neste país, amigo. Pergunto: qual é o deputado gay que teve uma votação expressiva? Esse Jean Wyllys (deputado federal do PSOL-RJ) entrou na sobra de legenda, com 13 mil votos, pendurado num cara (o deputado Chico Alencar, do PSOL, segundo mais votado do Estado). É o mais famoso dos gays e não tem voto, não tem porcaria nenhuma.

ÉPOCA – Como o senhor reagiria se um de seus filhos ou netos dissesse que é gay?
Malafaia –
Vou melhorar tua pergunta, aprofundá-la. Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele.
Eliseu Barreira Junior
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI259012-15223,00-SILAS+MALAFAIA+GOVERNANTE+VAI+TER+DE+DIZER+EM+QUE+ACREDITA.html

ABGLT elogia maneira como novela Insensato Coração abordou a homossexualidade

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou nesta segunda-feira uma carta, assinada pelo presidente Toni Reis, elogiando o trabalho da TV Globo e dos autores Ricardo Linhares e Gilberto Braga na novela "Insensato Coração" ao abordarem a homossexualidade.

A trama que foi ao ar até a última sexta-feira tratou o assunto com respeito, mostrando a dificuldade que as pessoas podem ter em aceitar as diferentes orientações sexuais, desde o desconforto até a violência.

Além disso, vários atores interpretaram personagens homossexuais, cada um com características diferentes, quebrando assim a associação com caricaturas e estereótipos que têm sido um aspecto negativo de determinados programas humorísticos.

“Houve muita sensibilidade no trato da questão. Por um lado, passou uma mensagem de harmonia entre os personagens por meio do diálogo e da compreensão e, por outro, retratou a homofobia nua e crua, a discriminação e a violência, provocando reflexão e divulgando a lei”, informa a carta. “Insensato Coração ficará na história como a novela que mais promoveu o respeito à diversidade sexual. Parabéns! A novela foi bafônica e arrasou como diria Natalie Lamour”, finaliza

Redação da Agência de Notícias da Aids